segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Preciosa dádiva (Redação do Momento Espírita)

        

       A mulher bateu à porta da rica casa. Estava grávida e já se avizinhavam os dias de dar à luz.

        A dona da casa veio atender, portando no olhar a serenidade dos dias vencidos e das dores suportadas.

        Dona, lhe falou a gestante, quer ficar com o meu bebê?

        E antes que a outra se recobrasse do susto da inesperada oferta,
prosseguiu:

        Não o quero. Não tenho lugar para ele em minha vida. Engravidei sem querer e não posso sustentar outra boca.

        Pesa-me a barriga e anseio por liberar-me da carga. Se a senhora não o quiser, não sei o que farei. Já o ofereci a mais de duas dezenas de pessoas. Ninguém o quer.

        A mulher bondade convidou a ofertante a entrar. Fê-la sentar-se.
Serviu-lhe um café reconfortante.

        Instigada, aquela lhe narrou sua história de desacertos, desde a juventude mais tenra. A síntese é de que via no filho em gestação um estorvo, um problema a mais.

        A mulher carinho falou-lhe da bênção da maternidade e da reencarnação. Maternidade é uma das mais nobres missões conferidas ao ser humano.

        O Pai e Criador confia uma das estrelas do Seu Universo à guarda de um outro ser.

        Pela lei da reencarnação, o Espírito imortal tem a possibilidade de resgatar erros, crescer, ascender.

        A mulher ternura lhe falou de como o Espírito, preso ao corpinho em formação, tudo percebe, tudo sente, tudo sofre.



        Ele suspira oportunidade, tempo e atenção. Precisa de carícias, de ouvir a voz de quem o gera a lhe murmurar acalantos, aguarda a mão da ternura a lhe rociar a pele frágil.

        Ele espera tanto. E tão pouco.

        A mulher renúncia lhe falou das noites insones e dos sorrisos empós.
Dos choros da febre, da manha e dos balbucios dos vocábulos primeiros.

        Dos chutes quando ainda no ventre, em seus movimentos de acomodação.
E da insegurança dos primeiros passos.

        Ele tem tanto para dar.

        Por que confiá-lo a outrem, se a Divindade lho oferta?

        A mãe foi despertando na gestante. Num gesto quase mecânico, acariciou o ventre bojudo e sentiu os movimentos do bebê.

        Que desejaria ele dizer? Não me abandone, cuide de mim. Estreite-me em seus braços. Venho para com você aprender o alfabeto do amor.

        Não me dê a ninguém. É do seu carinho que preciso.

        Quando a tarde morreu, a gestante retornou ao seu lar, com a esperança a tremeluzir no olhar.

        A mulher doação a auxiliaria e ela teria o seu filho, conduzindo-o no mundo.

        Dividiriam as dificuldades e somariam esforços. Permitiriam que se multiplicassem as oportunidades de regeneração, para que diminuíssem as dores.

        E se a soma dos problemas parecesse suplantar as forças, sempre poderiam contar com o amor da mãe pelo filho, do filho pela mãe.

                                                        *   *   *
        Os filhos não são realizações fortuitas. São filhos de Deus em jornada evolutiva, seguindo hoje ao seu lado, sob a direção das suas experiências.

        Quando um filho enriquece um lar, traz com ele os valores indispensáveis à própria evolução.



Redação do Momento Espírita, com pensamentos finais extraídos do verbete Filho, do livro Repositório de sabedoria, v. 1, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

Em 15.07.2008.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Um verdadeiro amigo... (William Penn)


Um verdadeiro amigo desabafa-se livremente, aconselha com justiça, ajuda prontamente, aventura-se com ousadia, aceita tudo com paciência, defende com coragem e continua amigo para sempre.

(William Penn)

   
O encanto da vida depende das boas amizades que cultivamos. Valorize seu verdadeiros amigos.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Existência... (Omraam Mikhaël Aïvanhov)



"A existência pessoal é algo pequeno: porque fazer dela o centro das suas preocupações? 

O que são os seus pequenos problemas em relação à imensidão e à riqueza da vida que nos é apresentada por um ensinamento espiritual? 

Se mantiverem sempre a atenção centrada em si mesmos, naquilo que os agrada ou desagrada, naquilo que lhes convêm ou não nos outros, jamais se colocarão verdadeiramente no trabalho e serão engolidos por um monte de coisas insignificantes, enquanto o espaço infinito se abre diante de vocês.
Parem de centrar tudo em vocês mesmos, no seu cônjuge, nos seus filhos, nos seus parentes, nos seus vizinhos... Vocês acham que os astros fixam o seu olhar sobre a sua vida familiar ou social? São vocês que devem dirigir o olhar para os astros, e todos se beneficiarão com isso."

Omraam Mikhaël Aïvanhov

Não é tão importante ser sério... (Robert M. Hutchins)





Não é tão importante ser sério. 

E sim ser sério nas coisas importantes.

Robert M. Hutchins (educador americano)






terça-feira, 4 de janeiro de 2011

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O importante na vida...

O importante não são quantas pessoas telefonam pra você, nem com quem você saiu ou está saindo.Também não importa se você nunca namorou. O importante não é quem você beijou. O importante não são seus sapatos, nem seus cabelos, nem a cor da sua pele, nem onde você mora, que esporte você pratica ou o colégio que freqüenta. 

Na verdade, o importante não são suas notas, seu dinheiro, suas roupas ou se passou na faculdade. Na vida, o importante não é ser aceito ou não pelos outros. O importante na vida é quem você ama e quem você fere. É como você se sente em relação a você mesmo. É confiança, felicidade e compaixão. É ficar do lado dos amigos e substituir o ódio por amor. O importante na vida é evitar a inveja, não querer o mal dos outros, superar a ignorância e construir a confiança. É o que você diz e o significado de suas palavras. É gostar das pessoas pelo que elas são e não pelo que têm. Isso é importante.




Quem luta com monstros... (Friedrich Nietzsche)



Quem luta com monstros deve velar por que, ao fazê-lo, não se transforme também em monstro. E se tu olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti.

Friedrich Nietzsche