segunda-feira, 25 de julho de 2011

Não acredite em algo simplesmente porque ouviu... (Shidarta Gautama (O Buda))



Não acredite em algo simplesmente porque ouviu. 

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito. 

Não acredite em algo simplesmente porque esta escrito em seus livros religiosos. 

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade. 

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração. 

Mas depois de muita análise e observação, se você vê que algo concorda com a razão, e que conduz ao bem e beneficio de todos, aceite-o e viva-o.


Shidarta Gautama (O Buda)

Renova-te (Cecília Meireles)




Renasce em ti mesmo.
Multiplica os teus olhos, para verem mais.
Multiplica-se os teus braços para semeares tudo.
Destrói os olhos que tiverem visto.
Cria outros, para as visões novas.
Destrói os braços que tiverem semeado,
Para se esquecerem de colher.
Sê sempre o mesmo.
Sempre outro. Mas sempre alto.
Sempre longe.
E dentro de tudo.

 
 
Cecília Meireles
 


 



















A arte de ser louco é... (Raul Seixas)



"A arte de ser louco é...

... Jamais cometer a loucura de ser ...

... Um sujeito normal."

Raul Seixas



sexta-feira, 22 de julho de 2011

Amo a minha loucura que me vacina contra a estupidez... (Chamalú (Índio Quéchua))


"Antigamente preocupava-me quando os outros falavam mal de mim.

Então fazia o que eles queriam, e a minha consciência censurava-me.

Entretanto, apesar do meu esforço para ser bem-educado, alguém difamava-me sempre.

Como agradeço a essas pessoas, por me terem ensinado que a vida é apenas um cenário!

Desde esse momento em diante, atrevo-me a ser como sou.
 
A árvore anciã ensinou-me que somos todos iguais.
 
Sou guerreiro: a minha espada é o amor, o meu escudo é o humor, o meu espaço é a coerência, o meu texto é a liberdade.
 
Perdoem-me, se a minha felicidade é insuportável, mas não escolhi o bom senso comum. Prefiro a imaginação dos índios, que tem embutida a inocência.
 
É possível que tenhamos que ser apenas humanos.
 
Sem Amor nada tem sentido, sem Amor estamos perdidos, sem Amor corremos de novo o risco de estarmos a caminhar de costas para a luz.
 
Por esta razão é muito importante que apenas o Amor inspire as nossas ações. Anseio que descubras a mensagem por detrás das palavras; não sou um sábio, sou apenas um ser apaixonado pela vida.
 
A melhor forma de despertar é deixar de questionar se as nossas ações incomodam aqueles que dormem ao nosso lado.
 
A chegada não importa, o caminho e a meta são a mesma coisa. Não precisamos correr para nenhum lugar, apenas dar cada passo com plena consciência.
 
Quando somos maiores que aquilo que fazemos, nada nos pode desequilibrar.
 
Porém, quando permitimos que as coisas sejam maiores do que nós, o nosso desequilíbrio está garantido.
 
É possível que sejamos apenas água a fluir; o caminho terá de ser percorrido por nós. Porém, não permitas que o leito escravize o rio, pois que, em vez de um caminho, terás um cárcere.
 
Amo a minha loucura que me vacina contra a estupidez.
 
Amo o amor que me imuniza contra a infelicidade que prolifera, infectando almas e atrofiando corações.
 
As pessoas estão tão acostumadas com a infelicidade, que a sensação de felicidade parece-lhes estranha.
 
As pessoas estão tão reprimidas, que a ternura espontânea incomoda-as, e o amor inspira-lhes desconfiança.
 
A vida é um cântico à beleza, uma chamada à transparência. Peço-vos perdão, mas…

DECLARO-ME VIVO! "

Chamalú (Índio Quéchua)


Oração ao DEUS desconhecido (Friedrich Nietzsche)



Oração ao DEUS desconhecido

Antes de prosseguir em meu caminho e lançar o meu olhar para a frente, uma vez mais elevo, só, minhas mãos a Ti de quem eu fujo. 
 
A Ti das profundezas de meu coração, tenho dedicado altares festivos para que, em cada momento, Tua voz me pudesse chamar. 
 
Sobre esses altares estão gravadas em fogo palavras: "Ao Deus desconhecido". 
 
Teu, sou eu, embora até o presente tenho me associado aos sacrilégios. 
 
Teu, sou eu, não obstante os laços que me puxam para o abismo.
 
Mesmo querendo fugir, sinto-me forçado a servir-Te. 
 
Eu quero Te conhecer, desconhecido. 
 
Tu, que me penetras a alma e, qual turbilhão, invades a minha vida. 
 
Tu, o incompreensível, mas meu semelhante, quero te conhecer, quero servir só a Ti.



Friedrich Nietzsche


quinta-feira, 21 de julho de 2011

Considerações sobre o Eu Verdadeiro (Masaharu Taniguchi)





Considerações sobre o Eu Verdadeiro


(Palavras a serem mentalizadas)

Neste momento, abro os olhos da mente e tomo consciência da natureza divina de minha alma; conscientizo que estou em perfeita união com Deus, Pai de todos. 

Deus está presente em tudo e em todos, está no âmago de meu ser. Por ter despertado para esta Verdade sublime, posso exigir o que é melhor para mim. 

Já não recorro à força dos outros, pois sei que Deus é força suprema e conscientizei que essa força imensa está alojada em mim. 

Embora eu não esteja ainda manifestando essa força em todos os aspectos, sei que a possuo. 

Gradativamente vou manifestando a força de Deus que existe dentro de mim. 

Sou um com a Vida infinita; sou um com a sabedoria infinita; sou um com o amor infinito. 

Possuo todos os atributos de Deus-Pai. 

Orgulho-me de que minha alma não sofre tolhimento de espécie alguma. Como tenho a convicção de que sou um com Deus-Pai, minha alma está em paz. 

Se eu perceber que ainda existe em minha mente algum pensamento que prejudica a minha união com Deus-Pai, banirei, de uma vez por todas, tal pensamento. 

Sou um com Aquele que é o próprio Bem. Sou um com Deus-Pai.
Agradeço a Ele por fazer com que minha alma tenha real consciência disso. Obrigado, obrigado.



 (Masaharu Taniguchi – “Comande sua vida com o poder da mente” – 15ª Edição, pp 53-54)


A EVOLUÇÃO DA FORMA (Jalal ud-Din Rumi)


A EVOLUÇÃO DA FORMA

Toda forma que vês
Tem seu arquétipo no mundo sem-lugar.
Se a forma esvanece, não importa,
Permanece o original.

As belas figuras que viste,
As sábias palavras que escutaste,
Não te entristeças se pereceram.

Enquanto a fonte é abundante,
O rio dá água sem cessar.
Por que te lamentas se nenhum dos dois se detém?

A alma é a fonte,
E as coisas criadas, os rios.
Enquanto a fonte jorra, correm os rios.

Tira da cabeça todo o pesar
E sorve aos borbotões a água deste rio.
Que a água não seca, ela não tem fim.

Desde que chegaste ao mundo do ser,
Uma escada foi posta diante de ti, para que escapasses.

Primeiro, foste mineral;
Depois, te tornaste planta,
E mais tarde, animal.
Como pode ser isto segredo para ti?

Finalmente foste feito homem,
Com conhecimento, razão e fé.

Contempla teu corpo - um punhado de pó -
Vê quão perfeito se tornou!

Quando tiveres cumprido tua jornada,
Decerto hás de regressar como anjo;
Depois disso, terás terminado de vez com a terra,
E tua estação há de ser o céu.

Passa de novo pela vida angelical,
Entra naquele oceano,
E que tua gota se torne mar,
Cem vezes maior que o Mar de Oman.

Abandona este filho que chamas corpo
E diz sempre, "Um", com toda a alma.
Se teu corpo envelhece, que importa?
Ainda é fresca tua alma.

Jalal ud-Din Rumi*
(Texto extraído do livro "Poemas Místicos" - Editora Attar)


- Nota de Wagner Borges: Jalal Ud-Din Rumi foi um brilhante poeta sufi que viveu no século 13, na antiga cidade persa de Balkh, onde hoje é o Afeganistão. É considerado como um dos grandes poetas místicos da antiguidade. Seus escritos exalam aquele perfume espiritual que só o coração reconhece. Para ele, Deus não era apenas o Senhor, mas "O Amado". Ler os seus lindos poemas cheios de amor pelo Eterno é uma honra e uma inspiração.