segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Aja enquanto é tempo... (Redação do Momento Espírita)

        
        Os homens são os artífices de seu destino.

        Essa verdade é constatada mediante singela observação do mundo que o cerca.

        O aluno estudioso tira boas notas, passa por média e não se angustia com exames e repetências.

        Já o estudante preguiçoso está sempre envolto com notas baixas e reprovações.

        O profissional competente costuma ter mais clientes do que consegue atender.

        Vagas que exigem maiores qualificações permanecem abertas por longos períodos, embora haja muitos desempregados.

        Sem dúvida, ninguém está livre de percalços.

        Uma pessoa inteligente e preparada pode ser surpreendida com desemprego ou momentos profissionais difíceis.

        Mas as crises são mais freqüentes para aquele que não tem formação sólida e fama de profissional competente.

        Assim, quem opta por assistir novelas em vez de estudar  não pode reclamar se o sucesso não bater em sua porta.

        Mesmo no âmbito das relações pessoais, cada um vive as conseqüências de seus atos.

        Alguém prudente no falar jamais se envolve nos transtornos que a maledicência provoca.

        Contudo, o tagarela sempre corre o risco de amealhar inimizades.

        A pessoa generosa suscita simpatias por onde passa.

        Quando necessita de ajuda, muitas mãos se movimentam em seu favor.

        Mas a criatura mesquinha e implacável está sujeita a ficar desamparada, pela antipatia que seu agir provoca.

        Não é difícil verificar a Lei de causa e efeito atuando.

        Comportamento digno e sensato traz tranqüilidade e boa reputação.

        Desonestidade, preguiça e leviandade causam infinitos transtornos.

        Certamente há eventos que superam qualquer expectativa e semeiam dores na vida de pessoas honradas e previdentes.

        Mas aí em geral se tem o efeito de causas remotas.

        As grandes dores que nada pode evitar e não são causadas pelo agir atual refletem o acertamento de antigos equívocos.

        A Justiça Divina reina soberana no Universo.

        Ela propicia liberdade para os Espíritos viverem conforme seus gostos e opções.

        Mas cada qual é estritamente responsável pelo que faz.

        Muitas vezes, a conseqüência do agir equivocado não se produz rapidamente e nem na mesma existência.

        A Lei Divina não se engana e nunca perde o endereço de quem a ofendeu.

        Mas ela não se mostra apenas como justiça, mas também como misericórdia.

        Por isso dá tempo para o calceta adquirir forças para os resgates necessários.

        E principalmente aguarda que ele se resolva a quitar os equívocos do passado com a moeda boa do amor.

        Como afirmou o apóstolo Pedro, o amor cobre a multidão de pecados.

        Não é preciso sofrer para recompor o passado de erros.

        Mas é imperioso resgatar todo o mal feito.

        Ciente dessa realidade e de seu viver milenar, dedique-se a fazer o bem.

        Viva de forma honrada.

        Trabalhe, estude, amealhe recursos intelectuais e morais.

        Seja um bom exemplo para todos que convivem com você.

        Mas vá um pouco além disso.

        Dedique-se a uma causa, ampare os necessitados, eduque os ignorantes.

        Em seu passado espiritual há certamente muitos erros.

        Antes que o resultado deles o atinja, gere causas de felicidade ao agir de modo altruísta.

        Aja enquanto é tempo.

        A rigor, o bem é sempre possível, agora ou mais tarde.

        Mas é uma tolice aguardar a dor cobrar a conta que o amor pode pagar.

        Pense nisso.

Redação  do Momento Espírita
Em 24.04.2008.